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Timóteo Brito fez apelo para que seja feita apuração rigorosa sobre assassinato do jornalista Gel Lopes

26/03/2014 - 18h55
Timóteo Brito 2

A violência no extremo sul da Bahia esteve novamente na pauta da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública na manhã de terça-feira, 25 de março. O assunto foi abordado pelo presidente do colegiado, deputado Timóteo Brito (PSD), que fez um apelo para que haja uma apuração rigorosa no assassinato do jornalista e ex-vereador Gel Lopes, morto a tiros em Teixeira de Freitas no último dia 27 de fevereiro. Segundo o parlamentar, o crime aconteceu por volta das 21h, em pleno centro da cidade, e o motivo ainda não foi divulgado por falta de apuração rigorosa.

Gel Lopes foi executado de forma cruel (4)

“Nenhuma providência foi tomada. Quero aqui deixar registrado o meu protesto e dizer que a criminalidade está dominando a nossa região, porta de entrada do turismo do norte-nordeste e agora, lamentavelmente, também da violência. Precisamos de um tratamento diferenciado porque estamos em uma região de fronteira, o que facilita a migração de marginais”, observou Timóteo. O deputado também lamentou a ausência de um delegado especial para apurar o índice de violência em Teixeira de Freitas e demais municípios do extremo sul.Carlos Gaban

O vice-presidente da comissão, deputado Gaban (DEM), endossou o discurso e classificou a região como entrada principal do narcotráfico, por fazer parte da tríplice fronteira entre Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais. O democrata citou levantamento divulgado na última semana por uma ONG mexicana, onde a capital baiana aparece na 13º posição entre as cidades mais violentas do mundo. Gaban informou que, de acordo com a pesquisa, Salvador e sua Região Metropolitana apresenta um índice de 57,51 homicídios por 100 mil, dado considerado alarmante pelos estudiosos.

O debate também foi apoiado pelo deputado Delegado Deraldo Damascemo (PSL), que acredita que o grande problema da segurança pública é a falta de efetivo policial. “Existem 1 milhão de mandados de prisão sem serem cumpridos pela falta de policiais e presídios públicos. Hoje é tão importante construir uma cadeia quanto uma escola”, afirmou. Damasceno ainda destacou que a Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda um policial para cada 250 habitantes; no entanto, a Bahia e o Brasil estão muito distantes dessa realidade.

AUDIÊNCIA

Em virtude da assembleia geral anunciada pela Polícia Militar da Bahia para o dia 15 de abril, o colegiado aprovou a realização de uma audiência pública no próximo dia 8, com a presença de autoridades estaduais e todas as associações representativas dos policiais militares. A proposta foi apresentada por Gaban e aprovada pelos demais membros do colegiado. “Acho que é dever e obrigação do Legislativo antecipar essa reunião marcada pela PM para que, se necessário, intermediar e chegar ao que nós todos queremos, que é a valorização da categoria e o cancelamento de uma possível greve em nosso Estado”, explicou Gaban.


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