Lula pediu US$ 40 mi em propina para Odebrecht, diz empreiteiro

Em depoimento ao juiz Sergio Moro, o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria pedido 40 milhões de dólares em propina para a empreiteira em troca da aprovação de um financiamento de 1 bilhão de dólares via BNDES para obras de interesse da companhia em Angola.
As informações são da revista VEJA.
Segundo o herdeiro do grupo Odebrecht, ele teria sido procurado entre 2009 e 2010 pelo então ministro do Planejamento Paulo Bernardo, que teria oferecido o acordo em nome do então presidente da República.
“Veio o pedido solicitado para mim por Paulo Bernardo na época que veio por indicação do presidente Lula para que a gente desse uma contribuição de 40 milhões de dólares e eles estariam fazendo a aprovação de uma linha de 1 bilhão de dólares de exportação de crédito”, afirmou Marcelo Odebrecht a Moro durante o depoimento.
No fim, a empreiteira conseguiu um desconto para a propina e teria pagado o equivalente a 64 milhões de reais no câmbio da época para o PT. Segundo Marcelo Odebrecht, parte desses recursos teriam sido destinados para custear despesas de Lula.
Conta para Lula
Em outro trecho do depoimento, o empreiteiro afirma que o ex-presidente era identificado internamente como “Amigo” e que a empresa teria disponibilizado um saldo de 40 milhões de reais em propina para atender o ex-presidente após o fim de seu mandato em 2011.
O saldo foi acertado com o ex-ministro Antônio Palocci. “Como era uma relação nossa com a Presidência (da República), PT, com Lula, tudo se misturava. Então a gente botou 40 milhões para atender demandas que viessem de Lula”, disse Odebrecht durante depoimento nesta segunda-feira (10).
anto Lula quanto os ex-ministros Paulo Bernardo e Palocci aparecem na lista de pedidos de inquérito divulgados pelo ministro do Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira (11).
Como as acusações contra Bernardo e Palocci estão relacionadas a políticos com foro, os ex-ministros serão investigado sob o escrutínio do STF. Já o pedido contra o ex-presidente foi remetido para o juiz Sergio Moro, responsável pelas ações em primeira instância da Operação Lava Jato.
Fonte Exame