Feminicídio

Suspeito de matar funcionária do MEC confessou assassinato de outra mulher no DF, diz polícia

28/08/2019 - 13h10Por: Bell Kojima

Letícia Sousa Curado Melo, vítima

Após 3 dias de buscas, Letícia Sousa Curado Melo, 26 anos, foi encontrada morta na última segunda-feira, 26 de agosto, dentro de uma manilha às margens da DF 250, no km 20, em Planaltina.

A jovem advogada é a 17ª vítima de feminicídio neste ano no Distrito Federal.

Marinésio dos Santos Olinto, acusado

O corpo foi encontrado por volta das 15h após Marinésio dos Santos Olinto, 41, ter confessado o crime e indicado o local onde o corpo foi desovado.

Genir Pereira de Sousa, vítima

Na delegacia, o homem confessou também a autoria de outro assassinato: Genir Pereira de Sousa, 47, encontrada morta também em um matagal, no dia 12 de junho, entre Planaltina e Paranoá.

De acordo com o delegado-titular da 31ª Delegacia de Polícia (DP), Fabrício Augusto Borges, no início da noite de segunda-feira, outras 3 mulheres, supostas vítimas do cozinheiro, procuraram a polícia para reconhecer o agressor. A corporação já o trata como um assassino em série.

Por volta das 7h40 da manhã de sexta-feira, 23, Letícia esperava, em uma parada de ônibus de Arapoangas, Planaltina, o transporte público que a levaria ao trabalho. Precisava sair o quanto antes para o serviço no Ministério da Educação (MEC), na Esplanada dos Ministérios.

No anseio de ir logo para o Plano Piloto, estava disposta a conseguir um transporte pirata como alternativa para o ônibus. Na posse de apenas R$ 5 que pegara emprestado com o marido, Kaio Fonseca, 25, os minutos corriam depressa.

Uma chance então apareceu, personificada na figura de Marinésio, cozinheiro recém-contratado em um restaurante na Asa Norte.

Carro onde Letícia Melo teria entrado antes de desaparecer

Em um carro prata, modelo Chevrolet Blazer, o homem já havia visto a servidora na parada e fez o retorno logo à frente a fim de oferecer carona para a mulher, que também fazia o curso de pós-graduação na Escola Superior do Ministério Público.

Em frente à parada em Arapoangas, Planaltina, os dois trocaram palavras por cerca de 15 ou 20 segundos. A oferta de transporte era tudo que Letícia precisava ouvir. Voltou à parada para pegar um fichário de organização e entrou no carro. Não deu mais notícias a partir de então. Duas horas depois, o cozinheiro se encontrava numa chácara da irmã, no Vale do Amanhecer.

Local onde o corpo da advogada Letícia Sousa foi encontrado

Segundo informações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Letícia foi estrangulada após rejeitar investidas durante a carona dada pelo assassino.

O sequestrador e assassino confesso foi encontrado pelos policiais na tarde de sábado, 24, após ser identificado por câmeras de segurança, e levado preso, preventivamente, à 31ª DP (Planaltina) na madrugada de domingo, 25.

Edição: Bell Kojima


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