Perseguição na gestão Belitardo? A pergunta que não quer calar, porque todos acusam Penélope Belitardo?

Já dizia o velho ditado: “Perguntar não ofende, mas gera reflexão.” E uma pergunta tem chamado a atenção nos bastidores da política de Teixeira de Freitas: por que tantas pessoas que deixaram a gestão do prefeito Marcelo Belitardo afirmam ter sido vítimas de perseguição?
Ao longo da atual administração municipal, surgiram relatos e acusações de supostas perseguições envolvendo servidores, secretários e até pessoas que integravam o círculo de confiança do prefeito. Em diferentes episódios, ex-integrantes do governo municipal atribuíram à primeira-dama, Penélope Belitardo, influência em decisões relacionadas a exonerações e afastamentos.
É justamente aí que surge a pergunta que incomoda: será que todas essas pessoas estão erradas? Ou existe algum fundamento por trás das acusações?
Se os relatos fossem isolados, poderiam ser tratados apenas como insatisfações de quem deixou o governo. Porém, quando diferentes ex-servidores e ex-integrantes da administração apresentam versões semelhantes, o assunto merece, no mínimo, esclarecimentos.
Outra questão que precisa ser respondida é: por que uma primeira-dama teria tamanha influência sobre decisões administrativas, principalmente quando se trata de pessoas que ocupam cargos de confiança ou mesmo de servidores contratados?
Afinal, quem realmente manda na Prefeitura de Teixeira de Freitas?
E antes que alguém diga que isso é apenas uma provocação política, vale lembrar: questionar o poder também faz parte do jornalismo. Cabe à sociedade conhecer os fatos, ouvir os envolvidos e tirar suas próprias conclusões.
Nos bastidores, circula ainda a informação — não confirmada oficialmente — de que existiria uma suposta lista de pessoas que poderiam ser exoneradas após as eleições. A informação precisa ser tratada com cautela, justamente por não haver, até o momento, confirmação pública de sua existência.
Se essa lista realmente existe, quem está nela? Quais seriam os critérios? E por que eventuais exonerações seriam deixadas para depois das eleições?
Quem viver, verá.
Uma coisa, porém, é certa: quando várias pessoas fazem a mesma acusação contra integrantes de uma administração pública, não basta simplesmente ignorar. É preciso esclarecer.
Perguntar não ofende. Mas, na política, algumas perguntas incomodam — e muito.

Jotta Mendes é radialista, jornalista e escritor.