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Marcelo Belitardo diz não ser omisso, mas permanece em silêncio sobre questionamentos na terceirização da saúde que viraram CPI

Prefeito afirma não ser “omisso”, mas ainda não apresentou publicamente esclarecimentos sobre os questionamentos envolvendo o contrato com o Instituto SETES
O prefeito de Teixeira de Freitas, Marcelo Belitardo, afirma não ser “omisso”. A declaração, porém, contrasta com o silêncio do gestor diante dos questionamentos que envolvem a terceirização da saúde pública do município e que já chegaram ao Legislativo por meio de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
A terceirização da gestão da saúde municipal foi adotada sob o argumento de que o município enfrentava dificuldades para administrar diretamente os serviços. O que passou a chamar a atenção, entretanto, foram os questionamentos relacionados à forma como os recursos públicos foram destinados ao Instituto SETES, entidade que assumiria a gestão dos serviços de saúde.
Entre os pontos que precisam ser esclarecidos está a realização de um aporte financeiro ao Instituto SETES antes mesmo da assinatura do contrato entre o município e a instituição.
Outro questionamento diz respeito à existência de pagamento sem o correspondente empenho e sem relatório que comprovasse os serviços supostamente prestados no período.
São justamente esses pontos que precisam ser explicados à população de forma clara, transparente e documentada.
A questão central não é apenas saber se o prefeito se considera ou não omisso. O que a população espera é que o chefe do Executivo explique por que recursos públicos teriam sido repassados antes da formalização contratual e qual foi a justificativa administrativa e jurídica para a operação.
Se os procedimentos foram regulares, cabe à gestão apresentar os documentos e esclarecer os fatos. Se houve alguma falha, é igualmente necessário explicar quem foi responsável e quais providências foram adotadas.
Enquanto isso não acontece, permanecem as perguntas e aumentam as dúvidas em torno de uma área essencial para a população: a saúde pública.
A CPI instalada para apurar os fatos terá justamente o papel de investigar documentos, contratos, pagamentos e responsabilidades, buscando respostas para questões que, até agora, continuam sem uma explicação pública convincente por parte do Executivo municipal.
Se o prefeito Marcelo Belitardo diz que não é omisso, fica uma pergunta que continua sem resposta: por que ainda não veio a público explicar, ponto a ponto, os questionamentos que envolvem a terceirização da saúde e os repasses ao Instituto SETES?
Redação Repórter Coragem