Advogada alega ter sido constrangida e humilhada por cabo da Polícia Militar

A advogada Marta Aguilar, alega ter sido humilhada e constrangida pelo policial militar cabo PM Marcos Moreira, o fato teria acontecido no sábado, 11 de abril, pela manha, na região do Mercado Municipal, onde acontecia a feira livre de sábado.
Segundo a advogada, ela teria deixado seu carro um Ágile LTZ prata, placa NYK 4127, estacionado e quando voltou ao veículo, notou a presença do PM fazendo anotações, ao se aproximar do mesmo e questionar o motivos das anotações, o PM teria lhe respondido de forma ríspida, em seguida teria lhe acusado de está desacatando autoridade, teria lhe dado voz de prisão e chegou a esboçar que ia algemar a advogada.
Só não teria algemado a mesma, porque um colega advogado teria se aproximado e alegou que a mesma era advogada, momento que o referido policial ordenou que a mesma fosse conduzida a sede da 8ª Coorpin, onde continuou humilhando e constrangendo a advogada, inclusive tirando uma foto da advogada e cedendo para que um site de noticias pudesse divulgar do jeito que o PM queria.
Ao tomar conhecimento do fato o presidente da OAB subseção de Teixeira de Freitas Alberto Barbosa Rocha, teria se manifestado de forma solidaria com a advogada, que faz parte da OAB de Teixeira de Freitas, emitindo uma nota de repúdio contra o policial militar e a favor da advogada, que recebeu a solidariedade da maioria dos colegas advogados de Teixeira de Freitas.

Já a OAB Bahia, através do presidente Luiz Viana, já manifestou dizendo, que tomará as providencias administrativas, penais e civis.
A advogada Marta Aguilar é uma pessoas simples, de conduta ilibada, que sabe respeitar seus direitos e os direitos do próximo.
Ao participar do programa de Lucas Bocão na segunda-feira, 13 de abril, a advogada disse que jamais faltaria com respeito com o policial, para ela o que houve foi um exagero por parte do PM, que não gostou do fato de ter sido questionado, quando queria lhe aplicar uma multa lhe imputando um estacionamento num local indevido, sendo que o local não contava com a devida sinalização.
O advogado Hosmário Roberto Ferreira, ex-vice-prefeito também se manifestou em defesa da colega, para ele que é um profundo conhecedor de leis, sobre tudo as leis municipais, o fato de o policial está aplicando multa no transito, já é um desvio de função, uma vez que para fazer isso a Polícia Militar precisaria de um convenio com o município, já que o transito local é municipalizado, e esse convenio não existe.
A OAB já manifestou intenção de representar contra o cabo PM Marcos Moreira, junto ao comando da Polícia Militar para que seja aberto IPM para apurar se houve abuso por parte do policial contra a advogada.
A procuradoria do estado ingressará com ação por improbidade administrativa, havendo a possibilidade inclusive de afastamento do policial das suas atividades.
Por Jotta Mendes/Repórter Coragem