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Hermanoteu na terra Brasilis

Hoje acordei com saudades do Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, autor do famoso livro FEBEAPA: Festival de besteiras que assolam o país. Fiquei a imaginar o que o Sérgio escreveria sobre o momento político em que vivemos.
Acho que ele recorreria a Hermanoteu na terra de Godah, peça de teatro realizada pela Companhia de Comédia Os Melhores do Mundo, criada originalmente em 1995 e exibida até hoje em várias cidades do Brasil. A peça conta a história de Hermanoteu, um urbano típico, obediente e bom pastor do tempo do Antigo Testamento da Bíblia.
Eu, como não voto, e nem faço parte das “ bolhas políticas” que pairam no ar, posso observar sentado na primeira fila, à beira do palco dessa comédia sui generis, que leva os meus amigos e conhecidos, pessoas honradas e respeitadas, a fazer essa escolha entre o ladrão e o psicopata genocida e pseudo honesto.
Como Hermanoteu que recebe a notícia na entrada da cidade do Egito, que Moisés iria abrir o mar. Todos correm pra lá, ele fica resolvendo se vai ou não vai: vou, ou não vou? Vou, ou não vou? Acabou não indo, o mar fechou e ele ficou só.
Esse psicopata parece que desenvolveu a síndrome de Hermanoteu. As portas do nosso glorioso se abriram, durante a ditadura, ele foi obrigado a sair e não foi nada. Agora isso fica fustigando a cabeça dele, parece que o faz ficar recordando os mais graduados da sua época sendo chamados para posições de destaque. Ele resolve criar ambiente para uma ação golpista, uma ditadura para chamar de sua.
A psicopatia dele é criar uma ditadura pra chamar de sua, já que agora ele é o presidente. Como um Dom Quixote, sonhador e fantasioso , ele inventa uma guerra santa, evangélicos contra católicos, espíritas contra evangélicos e etc.
Como vamos contar essa história depois é que são elas. Só poderemos contar como um distúrbio mental dos mais difíceis de diagnosticar e detectar.
O psicopata pode parecer normal e até mesmo ser encantador. No entanto, ao psicopata falta consciência e empatia, tornando-o manipulador, volátil e muitas vezes (mas não é sempre) criminoso.
Por Érico Cavalcanti