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Marcelo Belitardo diz não ser omisso, mas permanece em silêncio sobre questionamentos na terceirização da saúde que viraram CPI

10/09/2026 - 19h48

Prefeito afirma não ser “omisso”, mas ainda não apresentou publicamente esclarecimentos sobre os questionamentos envolvendo o contrato com o Instituto SETES

O prefeito de Teixeira de Freitas, Marcelo Belitardo, afirma não ser “omisso”. A declaração, porém, contrasta com o silêncio do gestor diante dos questionamentos que envolvem a terceirização da saúde pública do município e que já chegaram ao Legislativo por meio de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

A terceirização da gestão da saúde municipal foi adotada sob o argumento de que o município enfrentava dificuldades para administrar diretamente os serviços. O que passou a chamar a atenção, entretanto, foram os questionamentos relacionados à forma como os recursos públicos foram destinados ao Instituto SETES, entidade que assumiria a gestão dos serviços de saúde.

Entre os pontos que precisam ser esclarecidos está a realização de um aporte financeiro ao Instituto SETES antes mesmo da assinatura do contrato entre o município e a instituição.

Outro questionamento diz respeito à existência de pagamento sem o correspondente empenho e sem relatório que comprovasse os serviços supostamente prestados no período.

São justamente esses pontos que precisam ser explicados à população de forma clara, transparente e documentada.

A questão central não é apenas saber se o prefeito se considera ou não omisso. O que a população espera é que o chefe do Executivo explique por que recursos públicos teriam sido repassados antes da formalização contratual e qual foi a justificativa administrativa e jurídica para a operação.

Se os procedimentos foram regulares, cabe à gestão apresentar os documentos e esclarecer os fatos. Se houve alguma falha, é igualmente necessário explicar quem foi responsável e quais providências foram adotadas.

Enquanto isso não acontece, permanecem as perguntas e aumentam as dúvidas em torno de uma área essencial para a população: a saúde pública.

A CPI instalada para apurar os fatos terá justamente o papel de investigar documentos, contratos, pagamentos e responsabilidades, buscando respostas para questões que, até agora, continuam sem uma explicação pública convincente por parte do Executivo municipal.

Se o prefeito Marcelo Belitardo diz que não é omisso, fica uma pergunta que continua sem resposta: por que ainda não veio a público explicar, ponto a ponto, os questionamentos que envolvem a terceirização da saúde e os repasses ao Instituto SETES?

Redação Repórter Coragem


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