Médico diz que deixará policiais sofrerem em seu plantão
Vereador e também policial militar, Ariston Pinheiro do PP, mostrou indignação com a declaração do médico Marcelo de Oliveira Souto, detido na noite do dia 25 de março, por embriaguez ao volante.
De acordo com a imprensa local, durante entrevista, Marcelo teria dito que em seu plantão deixará os policiais sofrerem. “Qualquer policial que chegar no meu plantão agora vai se f**** comigo”, teria dito o médico.
A declaração veiculada horas após o caso foi destacada por Ariston durante seu discurso na tribuna da Câmara Municipal de Teixeira de Freitas, na terça-feira, 31 de março. O vereador entrou com um requerimento solicitando do Executivo Municipal, o histórico de conduta do médico e disse que a depender do que for repassado para a Casa Legislativa e, ao final do processo de análise, o edil poderá pedir para que o médico não trabalhe mais em Teixeira de Freitas. “Um cidadão com essa postura tem que cuidar de vaca, não de gente”, disparou Ariston, que disse morar no mesmo prédio que Marcelo.
Ao tomar conhecimento da declaração do médico, a Associação de Praças Policiais Militares do Extremo Sul da Bahia (APRATEF) também tomou providências que não foram divulgadas.
Na noite em que foi detido, Marcelo estava com a esposa e duas crianças que estariam com parte do corpo para fora do carro, através do teto solar, o que chamou a atenção dos policiais. Os militares deram ordem de parada, o médico tentou fugir, mas foi alcançado e levado para a delegacia.
Ele se negou fazer o teste do bafômetro e pagou fiança de R$ 2 mil reais após ser autuado por embriaguez ao volante.
Na manhã de quarta-feira, o Sulbahianews conversou com Marcelo. O médico disse que a declaração foi feita numa situação emotiva, e que jamais deixará de atender qualquer pessoa em seu plantão. Marcelo ainda afirmou ser considerado um bom profissional, ético e, também alegou que, momentos antes da condução para a delegacia estava no shopping com a esposa e os filhos; enquanto as crianças brincavam, tomou apenas uma taça de vinho, o que não teria lhe deixado embriagado.
Sobre o requerimento do vereador para análise de sua conduta, o médico disse que tomou conhecimento da proposição através da nossa reportagem.
Fonte Sulbahianews