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Walter Pinheiro nega que vá ser o novo secretário de Desenvolvimento

09/05/2015 - 18h21
Walter Pinheiro em entrevista a Jotta Mendes (2)

O senador Walter Pinheiro (PT) negou a sua possível ida para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), pasta comandada até a semana passada pelo ex-secretário James Correia, que comandou a pasta durante seis anos após convite do então governador Jaques Wagner (PT).

As especulações surgiram na imprensa anteontem, após uma suposta reunião entre o governador Rui Costa (PT), o ministro Wagner e o senador Otto Alencar (PSD), no último final de semana, no Palácio de Ondina. No cardápio, a possível saída do senador baiano do PT.

“Não sei quem deu essa notícia. Eu não conversei com ninguém. Por enquanto estou no Senado da República e não estou discutindo com partido nenhum, coisa nenhuma”, afirmou em entrevista a repórteres que faziam a cobertura da cerimônia de despedida de Rodolfo Tourinho.

A negativa de Pinheiro também foi reforçada pelo secretário de Relações Institucionais do governo da Bahia, Josias Gomes. “Essa secretaria é da cota exclusiva do governador, que chamou para si a tarefa de definir os novos rumos da pasta. Eu tenho um profundo respeito pelo companheiro Pinheiro, um importante quadro partidário que já demonstrou sua capacidade quando esteve à frente da Secretaria de Planejamento”, disse o articulador político da gestão petista.

A ida de Pinheiro para a SDE seria uma forma de convencer o senador petista a rifar a ideia de deixar o Partido dos Trabalhadores. Ontem, Pinheiro completou 29 anos de filiado à legenda. Para isso, com ele despachando no Centro Administrativo da Bahia (CAB), as possibilidades de costurar uma possível candidatura à prefeitura de Salvador aumentariam. Entretanto, Walter Pinheiro negou interesse em disputar a prefeitura da capital baiana nas eleições do ano que vem.

“O PT lidera uma frente no governo do Estado. Portanto, pensar nas eleições municipais, mas não só em Salvador, óbvio que Salvador é muito importante por ser a capital, mas pensar nas outras cidades também. O PT tem que discutir como é que ele vai se comportar, inclusive, com aliados. E, em certa medida, for necessário ter que abrir mão para continuar com essa mesma frente, não vejo problema o PT pensar nisso. É lícito o PT pleitear a cabeça [da chapa] em Salvador, como é lícito pleitear em outras cidades do estado”, defendeu.

Pinheiro ainda defendeu o início das discussões do pleito do ano que vem e citou uma tese que, segundo ele, aprendeu com o ex-líder baiano, hoje ministro da Defesa, Jaques Wagner (PT). “A boa política recomenda, e aprendi isso com Wagner quando ele me dizia: ‘Pinheiro, é melhor abraçar do que empurrar’. Portanto, como ele abraçou e entregou a Rui [Costa] uma frente mais do que ampla, e Rui vai ter capacidade e, principalmente, o PT tem que enxergar isso para ajudar o nosso governo do Estado a costurar as alianças de 2015, principalmente para consolidarmos o projeto e, ao mesmo tempo, a nossa chamada frente não sofrer nenhum abalo”, opinou.

Sobre as declarações do senador petista, Josias Gomes informou à reportagem que concorda integralmente com o correligionário e diz que está seguindo dessa mesma forma. “Sempre fui partidário dessa tese. Na vida, e especialmente na política, quanto mais firme for o alicerce, mais certeza de que não teremos problema na construção. Na política ganha quem erra menos”, disse Gomes, que admitiu esta semana ter cometido falhas na articulação política com os deputados estaduais governistas, que se rebelaram durante a primeira votação do projeto do reajuste dos servidores – já aprovado e sancionado – e impuseram a primeira derrota do governo Rui Costa na Casa de Leis da Bahia.

Fonte Tribuna da Bahia


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