Polícia Civil prende casal investigado por estupro de vulnerável em Prado

A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial (DT) de Prado, cumpriu nesta quinta-feira (17) mandados de prisão preventiva contra um homem investigado pelo crime de estupro de vulnerável e contra a mãe da vítima, suspeita de omissão nos cuidados e na proteção da criança.
As investigações tiveram início em 12 de maio de 2026, após a denúncia de que uma menina de apenas 8 anos teria sido vítima de abuso sexual praticado pelo próprio padrasto, companheiro da mãe da criança.

Durante a apuração do caso, os investigadores reuniram depoimentos de testemunhas e obtiveram um áudio atribuído à genitora da vítima, no qual ela confirmaria a ocorrência dos abusos. Segundo a Polícia Civil, também foram identificados indícios de omissão por parte da mãe em relação à proteção da filha.
Ainda de acordo com a investigação, a mulher teria retirado a criança de um local onde ela estava acolhida e em segurança, reintroduzindo-a ao convívio com o suposto abusador na mesma residência onde os fatos teriam ocorrido.
Em uma ação conjunta entre a Polícia Civil e o Conselho Tutelar, a menina foi retirada do ambiente familiar e encaminhada para um local seguro, onde permanece sob proteção.

Com base nas provas e nos indícios reunidos durante a investigação, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do padrasto e da mãe da vítima. Conforme a polícia, o casal deixou a cidade durante o andamento das investigações, abandonando a residência onde morava anteriormente.
Após manifestação favorável do Ministério Público do Estado da Bahia, a Justiça decretou a prisão preventiva dos dois investigados. Nesta quinta-feira (17), ambos foram localizados e presos em cumprimento aos mandados judiciais.
Durante os interrogatórios, a mãe da criança afirmou que não presenciou qualquer ato ilícito praticado pelo companheiro. Já o investigado inicialmente negou as acusações, mas posteriormente declarou ter consumido uma substância que chamou de “cocaína misturada” e alegou não se recordar do que aconteceu, exceto dos tapas que teria recebido da companheira na sala da residência onde o crime supostamente ocorreu.
Após os procedimentos legais, o casal foi encaminhado para a carceragem da 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Teixeira de Freitas, onde permanece à disposição da Justiça.